domingo, 23 de dezembro de 2012

Feliz Natal e próspero ano novo!


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Perguntas e respostas sobre TDAH.


1) Meu filho teve diagnóstico de TDAH, feito por médico; tem atendimento psicológico, aulas particulares com psicopedagoga, está na 6ª série e usa Ritalina. Quando chega o final do ano, ele sabe que vai ser reprovado, porque sabe do seu aprendizado. O que você acha da aprovação ou reprovação do meu filho?
TZ – Você está fazendo o quer deve ser feito em tais casos. O tratamento do TDAH deve ser sempre múltiplo: médico, psicológico, psicopedagógico e afetivo. No entanto, a pergunta não menciona a idade da criança - imagino que esteja em torno de entre 12/14 anos. Também não é referido o tempo de tratamento. Com tão poucos dados, só o que posso afirmar é que os resultados são demorados, dependendo inclusive do tempo de escolaridade que ele tinha quando o diagnóstico foi feito. Quanto mais cedo, maiores chances de bons resultados em menor tempo; quanto mais tarde maiores, podem já ter sido já os danos relacionados à aprendizagem. Portanto, o que se deve fazer é persistir no tratamento, que é de longo prazo. Por outro lado, as condições do aluno para fins de aprovação ou não dependem dos objetivos que a escola traçou. Não há possibilidade de um aluno ser aprovado sem atingir o mínimo de objetivos estipulados para aquela série ou disciplina – sob a alegação de ser ele portador de TDAH. O transtorno não afeta a inteligência, mas sim a capacidade de responder adequadamente aos estímulos. Seria injusto dar tratamento desigual aos alunos, poderia gerar revolta ou outros problemas sérios para ele e/ou os colegas. Por outro lado, é importante conversar na escola sobre o problema do seu filho – se é que ainda não o fez - o ideal é que a escola esteja a par do problema para a ele se associar na tentativa de recuperar o aluno.
2) Meu sobrinho tem TDAH, mas é excelente no computador e joguinhos, mas o pai vendeu o computador porque o menino ficava muito tempo e a conta de telefone ficou altíssima. O menino piorou muito na escola e no geral, a partir daí. Se o pai tivesse deixado o computador, ele não teria melhorado?
TZ – Provavelmente sim, mas é impossível afirmar com total certeza. O que já se sabe é que a TDAH não é um problema de inteligência, mas que pode trazer como conseqüência problemas na aprendizagem (30% dos portadores de TDAH têm também problemas de aprendizagem). O tratamento psicopedagógico e psicológico que tem oferecido melhores resultados nesses casos utilizam métodos cognitivo-comportamentais. E nesse trabalho o incentivo a cada pequeno progresso é fundamental; fazer a criança acreditar em si e vencer pequenas etapas a cada dia é essencial; portanto, posso crer que se o pai tivesse tido uma atitude mais racional, poderia ter dosado o uso do computador de forma mais inteligente e utilizado, por exemplo, como um prêmio (já que o menino tanto gosta) a cada vitória ou comportamento adequado que o filho fizesse, por exemplo, nas tarefas escolares.
3) Qual a diferença entre TDA e H?
TZ - TDA é a sigla para “transtorno do déficit de atenção” e H, a inicial de hiperatividade. TDA/H quer dizer, portanto, transtorno do déficit da atenção/hiperatividade. Alguns usam também TDAH-I, transtorno do déficit de atenção/hiperatividade/impulsividade. São os tipos mais comuns do transtorno, como vimos na palestra.
4) Além dos testes de observação há exame “biológico”, de sangue, por exemplo?
TZ – Os médicos costumam usar o eletroencefalograma. De sangue, não tenho conhecimento. A observação, no entanto, ainda é o mais importante.
5) O TDAH pode ser confundido com outras doenças?
TZ - Sim. Autismo, depressão infantil, ansiedade, hipertireoidismo, dislexia, transtornos de aprendizagem, deficiência auditiva, epilepsia, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno bipolar ou mania e inquietação típica da idade.
6) Existe hiperatividade apenas mental, isto é, excesso e diversidade do pensamentos desfocados do assunto de aula, porém com comportamento adequado em classe?
TZ - Talvez essa criança tenha TDA (transtorno do déficit de atenção) do tipo “desatento” . em todo caso não deixe de observar se ela apresenta tal atitude em todas as aulas e em pelo menos mais um ambiente (sua casa, por exemplo).
7) A criança prematura, nascida sem sofrimento fetal, tem mais possibilidade de ter a síndrome?
TZ - trata-se de um transtorno neurobiológico, portanto pode acometer qualquer pessoa. Pessoalmente não conheço nenhum estudo que fale de uma maior incidência em prematuros.
8) Problemas familiares podem causar hiperatividade ?
TZ - Ainda não se tem certeza absoluta quanto às causas do TDAH. O que se tem hoje é uma série de estudos que apontam em algumas direções. Uma delas seria “problemas de desajustes familiares”; mas volto a lembrar que em geral são várias as causas que, agindo em conjunto podem determinar o aparecimento do transtorno, mas claro naquelas crianças que tenham “possibilidade” de desenvolver a doença.
9) O psicopedagogo sozinho tem condições de trabalhar a criança com TDAH com bons resultados?
TZ - Os estudos apontam a necessidade de se trabalhar em várias frentes, como foi abordado na minha palestra -ações conjuntas da família, professores, psicopedagogo e médico ou psicólogo -, para que se obtenha melhores resultados.
10) Qual a atitude adequada do professor: se ele não der importância a falta de limites da criança com TDAH, como ficarão as demais?TZ - Não se trata de não dar importância, mas de agir de forma efetiva e vindo ao encontro das necessidades dessa criança. Nesses casos o professor deve entre outras coisas dar-lhe atenção especial, colocando-as sempre próximas a ele em sala; programar tarefas específicas, com níveis pequenos de dificuldades crescentes, sempre dentro das possibilidades do aluno; incentivar cada pequeno progresso ou acerto; apresentar tarefas que possam ser executadas em pouco tempo; acompanhar o mais possível a execução, e ir dando pequenos incentivos (estímulos positivos) a cada acerto (comportamental e cognitivo) são algumas das sugestões.
11) Se a família e a escola estão sendo orientadas a trabalhar de forma “pavloviana”, onde a criança vai trabalhar os conflitos emocionais acarretados pelo distúrbio?TZ - Como explicitei na palestra, o tratamento deve ser multidisciplinar, o que significa que tanto o psicólogo/psiquiatra pode utilizar a metodologia que julgar mais adequada. No entanto, os estudos científicos têm demonstrado que a criança responde melhor quando se utilizam métodos cognitivo-comportamentais, que estão muito mais para Skinner (condicionamento operante) do que para Pavlov (condicionamento clássico).
12) Uma criança com TDAH desde pequena pode aprender sozinha informática e ser “fera” aos 14 anos, tendo sido expulsa da várias escolas em toda sua vida escolar?
TZ - O TDAH não é um problema de aprendizagem, mas sim de realização. Quer dizer, a criança tem inteligência normal, pode aprender qualquer coisa, especialmente se estiver motivada e bem conduzida.
13) O que fazer se nós na escola alertamos a família para o problema e a família diz que a criança não tem nada, é só um pouco de agitação, é esperta, inteligente, etc.?
TZ - O diagnóstico tem que ser feito não apenas na escola, mas pelo menos em dois ambientes, nos quais a criança deve ser observada durante pelo menos 6 a 8 semanas, seguindo fichas de observação como as que apresentei na conferência. Portanto, se há discordância, é preciso rever – de ambos os lados – essa observação. Quanto ao que a família afirma, de fato, crianças com TDAH têm inteligência normal, são espertas e agitadas. Não se trata de uma “briga” entre família e escola, mas sim de fazer a observação de forma eficiente, para que o diagnóstico possa ser de fato seguro. Aconselho novo contato com os pais e uma proposta de nova observação em que ambas as partes utilizem fichas de acompanhamento iguais, pelo prazo de mais 4 semanas, quando nova reunião deverá ser feita, para análise dos dados encontrados por ambas as partes.
14) A maneira de diagnosticar o aluno com Síndrome de Down e hiperatividade é a mesma?
TZ - Sim, os mesmos instrumentos de diagnóstico valem para crianças com ou sem síndrome de Down.
15) É mais comum na Síndrome de Down o TDAH ?
TZ - 30% das crianças com Síndrome de Down apresentam também TDAH, portanto a incidência é sim mais alta do que nas não portadoras.
TANIA ZAGURY

FONTE:http://www.taniazagury.com.br/duvidas.asp?cdc=2966

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O que são os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?


Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.
Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.
Com relação à interação social, crianças com TGD apresentam dificuldades em iniciar e manter uma conversa. Algumas evitam o contato visual e demonstram aversão ao toque do outro, mantendo-se isoladas. Podem estabelecer contato por meio de comportamentos não-verbais e, ao brincar, preferem ater-se a objetos no lugar de movimentar-se junto das demais crianças. Ações repetitivas são bastante comuns.
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento também causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa aparente e acessos de agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo.
Com relação à comunicação verbal, essas crianças podem repetir as falas dos outros - fenômeno conhecido como ecolalia - ou, ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.
Como lidar com o TGD na escola?
Crianças com transtornos de desenvolvimento apresentam diferenças e merecem atenção com relação às áreas de interação social, comunicação e comportamento. Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária.

Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social são atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na aprendizagem da autorregulação.
Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança. Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como 'porto seguro' e encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.

FONTE:http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/transtornos-globais-desenvolvimento-tgd-624845.shtml


EXTRAÍDO DO SITE:
http://www.psicodiagnosis.es/areaclinica/trastornossocialesintelectuales/tgdcaracteristicas/index.php

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SORTEIO DE 2 TELEMENSAGENS - PROMOÇÃO DE NATAL

O Blog Psicopedagogia On line para todos, está com uma belíssima promoção esse mês, em parceria com a Luna Telemensagens e Cestas, (21)3292-5088 e 8607-2177,  estamos presenteando o ganhador do sorteio com 2 telemensagens. Como todos sabem, natal é tempo de comemorarmos em família o nascimento de Jesus, aquele que veio ao mundo para nos salvar e ensinar à amar uns aos outros! Por essa data ser tão especial, resolvi escolher algo que pudesse demonstrar carinho e amor pelo nosso próximo. Servirá tb para aqueles que queiram fazer as pazes e até mesmo demonstrar através de palavras, sentimentos como amor, amizade, agradecimento! Desejo um feliz natal e um próspero ano novo repleto, de paz, amor e alegria! Deus abençoe a todos nós e derrame uma chuva de bençãos nesse novo ano que se aproxima!

Regulamento para participar da promoção:

01- O sorteio será de 2 telemensagens, onde 1 será do blog para o ganhador e a outra mensagem, o ganhador poderá escolher quem quiser para passar a telemensagem. De qualquer lugar do Brasil, sendo que a ligação terá que ser para um número convencional.
02- Para participar você deve curtir a página do blog psicopedagogia on line para todos, a página do facebook e compartilhar o post que se encontra no facebook. O compartilhamento deve ser em modo público, para eu ter acesso ao compartilhamento!
03- O sorteio será no dia 23 de dezembro. E o ganhador terá do dia 24 até o dia 30 de Dezembro de 2012 para passar a telemensagem.
04- Preencha o formulário abaixo.

Boa sorte!!





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dicas para construir o hábito da leitura


A coisa mais simples e também a mais importante que os adultos podem fazer para ajudar as crianças na fase da Pré ou Alfabetização, a criarem o hábito de buscarem o conhecimento do qual elas irão precisar, para serem bem sucedidas na vida pessoal e profissional, é simplesmente ler alto para elas, começando com isto desde cedo.
A habilidade para ler e entender o que está escrito capacita as crianças a serem auto suficientes, a serem melhores estudantes, mais confiantes, levando-as desse modo às melhores oportunidades na vida profissional e a uma vida mais divertida, tranquila e agradável.

Veja a seguir: As Nove Pequenas Coisas que os Pais, Avós, Professores e outros parentes dispostos a ajudar, podem fazer para auxiliar as Crianças a aprenderem e a criar gosto pela leitura.
  1. Leia em Voz Alta, para seu filho diariamente. Do nascimento até os seis meses, ele provávelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas tudo bem assim mesmo. 
    A idéia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.

  2. Para começar, use Livros Ilustrados sem textos ou com bem poucas palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem ensinar a criança coisas que mais tarde vão ajudá-la a aprender a ler. 
    Por exemplo, ela aprenderá sobre a estrutura da linguagem - que existem espaços entre as palavras e que a escrita vai da esquerda para a direita.

  3. Conte Histórias. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai acontecer em seguida conforme for contando a história, com os personagens ou coisas da trama. Aponte para as coisas no livro que ela possa associar com o seu dia a dia. "Veja este desenho de macaco. Você lembra do macaco que vimos no Circo?"
  4. Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor, programas voluntários ou governamentais, na sua comunidade ou cidade, voltados para o desenvolvimento da leitura, lhe darão a oportunidade de melhorar sua própria leitura ou então ler para seu filho. Amigos e parentes podem também ler para seu filho, e também pessoas voluntárias que na maioria dos centros comunitários ou outras instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.
  5. Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao lado das palavras. Então começe a desenvolver o hábito de brincando com a criança, provocá-la dizendo frases tais como: "Vamos descobrir o que isto significa?"
  6. Faça com que Materiais de Escrever, tais como lápis, giz de cera, lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.
  7. Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada letra.
  8. Visite com frequencia uma Biblioteca. Começe fazendo visitas semanais à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros. Muitas bibliotecas permitem que crianças tenham seus próprios cartões personalizados com seu nome impresso, caso ela queira, exigindo apenas que um adulto seja o responsável e assine por ela.
  9. Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho.




Site:http://sitededicas.ne10.uol.com.br/artigo1at.htm

Fonte:
U.S. Department of Education/Helping Your Child Get Ready For School series

Tradução: Ester de Cartago, para o Site de Dicas. 


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Extra - Visite o blog de moda, com roupas da confecção da minha amiga Vivian Leite!

Meninas,

Boa noite,

Hoje venho pedir à todas vcs que visitem o blog da minha amiga Vivian Leite. Ela fabrica em sua confecção, roupas lindas e com tamanhos especiais, chamada plus size!

Vivi boa sorte! Vc arrasa e suas roupas vestem super bem! Parabéns que vc tenha mt sucesso!!

http://lubonitamodas.blogspot.com.br/





segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

RESULTADO DA GANHADORA DO KIT PSICOPEDAGÓGICO

Venho anunciar a sortuda do sorteio KIT PSICOPEDAGÓGICO! Parabéns Luciany Pereira Soares! E obrigada por participar da promoção. Aguardo seu contato para enviar seu kit!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dificuldades de aprendizagem

Eu, uma das colunista do blog psicopedagogiado...Quer ler o artigo? Basta clicar no link abaixo! Aproveita e segue o blog psicoepdagogiando!! ;)



http://www.grupopsicopedagogiando.blogspot.com.br/p/dificuldades-de-aprendizagem.html

PSICOPEDAGOGIA E HUMANIZAÇÃO

Os professores não são valorizados socialmente como merecem, não estão nos noticiários da TV, vivem no anonimato da sala de aula, mas são os únicos que tem o poder de causar uma revolução social. Com uma das mãos eles escrevem na lousa, com a outra, movem o mundo, pois trabalham com a maior riqueza da sociedade: a juventude. Cada aluno é um diamante que bem lapidado, brilhará para sempre. (Cury, 2006 p.91)
Façamos muito mais

Muito mais abraçar
Muito mais cuidar
Muito mais humanizar

Muito mais fazer
Muito mais aprender
Muito mais acolher

Muito mais sorrir
Muito mais florir
Muito mais construir

Muito mais amor
Muito mais calor
Muito mais sabor.

Acreditemos enfim, de que somos capazes de através de uma educação humanizadora transformar o mundo para que todos possam SER


O psicopedagogo, pela sua própria formação é o profissional capaz de através de sua atuação, desempenhar um papel significativo no processo educativo para a construção da humanização. Desenvolver estratégias de trabalho, a fim de refletir, estudar, compreender e sinérgicamente construir novas formas de fazer educação junto a toda a comunidade escolar.
Durante muitos anos, em todas as esferas e instituições vem se falando sobre “qualidade”, discutindo e implementando estratégias que priorizem este fazer. Empresas de todo o mundo se organizam e reconhecem que este é um investimento que vale a pena, se quiserem continuar no mercado.
As empresas anunciam esta qualidade, beneficiando a população com “ofertas imperdíveis”, utilizando-se de termos como “a felicidade chegou”. Esse mesmo sistema centrado na acumulação crescente do capital, a corrida à cultura do consumismo, e a acirrada competição mercadológica gera infelicidade, insegurança, violência, desequilíbrios na natureza, na sociedade e na vida humana.
Doenças de origem psicológica, desequilíbrios afetivos e de relacionamento, isolamento e individualismo, crises existenciais convivem lado a lado com grandes conquistas na área do conhecimento e da tecnologia. E continuamos na corrida angustiante cada vez maior por mais qualidade. 
Para que? Para quem? 
Freqüentemente me faço tais perguntas: Quem somos? O que somos? O que você vê? –
- Olhe para as pessoas ao nosso redor. O que você vê?.
Pessoas de ternos, mulheres bem vestidas, jovens exibindo seus tênis, adolescentes arrumando o cabelo, enfim, pessoas transitando.
-A maioria dessas pessoas vive porque respiram. Não perguntam mais “quem são”, “o que são” Estão entorpecidos pelo sistema. O ser humano atual não vive o grito da sua crise. Cala a sua angústia porque tem medo de se perder num emaranhado de dúvidas sobre seu próprio ser. No começo do século XX , a ciência prometeu ser o deus do Homo sapiens e responder a essas perguntas. Mas ela nos traiu. Nos traiu porque não desvendou quem somos, e continuamos a ser um enigma, uma gota que por um instante aparece e logo se dissipa no palco da existência. Segundo, apesar do salto na tecnologia, ela não resolveu os problemas fundamentais da humanidade: a violência, a fome, a discriminação a intolerância e as misérias psíquicas não foram debeladas. A ciência é um produto do ser humano. Use-a e não deixa ser usado por ela.( Cury ,2005 p. 80 ) 

A dinâmica da vida nos surpreende a todo o momento. Já não temos certeza nem do que nos aguarda amanhã. E ouvem-se as expressões como: – “Vamos vivendo, tocando o barco”.E com a graça de Deus, o sol nascerá outra vez.
Mas a qualidade referenciada pelo tipo de sociedade mercadológica, e percebida exclusivamente no aspecto material e técnico, das descobertas científicas, das inovações tecnológicas, baseada na competição, torna-se uma sociedade desumana e excludente. 
Parece ainda distante a percepção de que o ser humano, em sua riqueza e complexidade, possui necessidades interpessoais que vão além das que podem ser satisfeitas pelo desenvolvimento das ciências e pela atraente qualidade técnica de produtos e de serviços.
O ser humano, como um ser de relações, está com dificuldades de encontrar-se consigo mesmo, e com mais dificuldade ainda, com seus semelhantes, apesar de todas as possibilidades de informações, de conectar-se com o mundo inteiro, caminha perdido, sentindo fortes pressões de todos os lados, da família, no e do ambiente de trabalho, nas competitividades, nas oportunidades de trabalho.Em tudo isso, prevalece à negação do outro, o fechamento das possibilidades de partilha e de solidariedade.
Percebe-se que nas relações humanas está um grande “vácuo” que necessita ser preenchido, corrigido, recriado e transformado em prol de uma humanidade mais feliz, tanto individualmente, como socialmente. Há uma busca para muitas perguntas, e que talvez até saiba-se as respostas, mas muito difíceis de colocá-las em ação. Talvez esteja faltando o que Maturana (1999) conceitua de simbiose, uma convivência que se funda e se constitui na aceitação e na confiança mútuos, criando assim um mundo comum, e que Assmann (2001) complementa ao afirmar de que o futuro da espécie humana dependerá da evolução de sua adaptabilidade e do desenvolvimento de suas capacidades simbióticas. 
O mesmo autor coloca em ênfase a emoção como propulsora das ações em que constituem as relações que na vida cotidiana chamamos de relações sociais. E o sentimento que se manifesta é o amor, sentimento puramente humano, relacionado a ações que constituem o que chamamos de social, são as de aceitação do outro como um legítimo outro na convivência. E, portanto, na confiança e no respeito.
Portanto, nem todas as relações humanas são do mesmo tipo, pelo simples fato de que vivemos nossos encontros sob distintas emoções, que constituem diferentes domínios de ações. Por exemplo, as relações de trabalho não são relações sociais, porque se caracterizam por experiências de poder e obediência. Relações de hierarquia também não são relações sociais, porque são papéis de general e a ordenança, e, portanto são situações antagônicas.(Maturana. 1999)
Os seres humanos não somos o tempo todo sociais, somente o somos na dinâmica das relações de aceitação mútua. É justamente porque as relações de trabalho não são relações sociais que são necessárias leis que as regulem. No marco das relações sociais não cabem os sistemas legais, porque as relações humanas se dão na aceitação mútua, e, portanto, no respeito mútuo. Os sistemas legais se constituem como mecanismos de coordenação de conduta entre pessoas que não constituem sistemas sociais.(Maturana, 1999).
Se as relações de trabalho e de mercado não são relações sociais, pode-se perceber que também no interior da escola as relações interpessoais são contraditórias, tanto no aspecto ideológico, como na prática. Entende-se que a instituição Escola está inserida numa estrutura social como a do capitalismo, sofre a influência decisiva, oriunda dos conflitos dos meios de produção. Sendo assim, a escola corre o risco de perpetuar esses interesses. Aí, há necessidade dos educadores terem clareza a quem “servir”: a uma sociedade competitiva e excludente, ou a uma sociedade onde todos possam ser, e possam construir-se como sujeitos.
Essa anti-realidade afeta a vida humana naquilo que ela possui de mais fundamental: o cuidado e a compaixão. No cuidado se encontra o ethos fundamental do humano. Quer dizer, no cuidado identificamos os princípios, os valores e as atitudes que fazem da vida um bem-viver e das ações um reto agir.
O tipo de sociedade do conhecimento e da comunicação que temos desenvolvido nas últimas décadas ameaça a essência humana. Na medida em que avança tecnologicamente na produção e serviço de bens materiais, será que não produz mais empobrecidos e excluídos? (Boff, 2000).
E Boff ainda diz: A relação com a realidade concreta, com seus cheiros, cores, frios, calores, pesos, passa a ser virtual, porque o pé não sente mais o macio da grama verde. A mão não pega mais um punhado de terra. O mundo virtual criou um novo habitat para o ser humano, e criando, contraditoriamente cada vez mais incomunicação e solidão entre as pessoas. 
E coloca em ênfase, que os sintomas da crise civilizacional, aparece sob o fenômeno do descuido, do descaso e do abandono.
- Há um descuido pela vida inocente das crianças, usadas no trabalho infantil, na produção para o mercado mundial. São pequenos escravos a quem se nega à infância, a inocência e o sonho.
- Há um descuido manifesto pelo destino dos pobres e marginalizados da humanidade, flagelados pela fome crônica, e por doenças outrora erradicadas, e atualmente retornando com redobrada virulência.
- Há um descaso imenso pela sorte dos desempregados e aposentados, de serem explorados a preço de um salário mínimo e de alguma seguridade social.
- Há um descuido e um abandono dos sonhos de generosidade, agravados pela hegemonia do neoliberalismo com o individualismo e a exaltação da propriedade privada. Menospreza-se a tradição da solidariedade. Faz-se pouco dos ideais de liberdade e de dignidade para todos os seres humanos.
- Há um descuido crescente da sociedade nas cidades. A maioria das pessoas sentem-se desenraizados culturalmente e alienados socialmente.
- Há um descuido pela dimensão espiritual do ser humano, pelo espírito de gentileza que cultiva a lógica do coração, a inteligência emocional.
- Há um descuido e descaso pela coisa pública. Os investimentos sociais em seguridade alimentar, em saúde, em moradia e educação, são insuficientes. Há um descuido vergonhoso pelo nível moral da vida pública marcada pela corrupção e pelo jogo explícito de poder de grupos e interesses corporativos.
- Há um descuido na salvaguarda do planeta Terra. Solos são envenenados, ares são contaminados, águas são poluídas, florestas dizimadas, espécies de seres vivos exterminadas; um manto de injustiça e de violência pesa sobre dois terços da humanidade, pondo assim em risco a continuidade do experimento da espécie homo sapiens e demens.
- Há descuido generalizado na forma de organizar a habitação, pensada para famílias minúsculas, obrigadas a viver em cômodos insalubres. Milhões são condenados a viver em favelas, sem qualquer qualidade de vida. Recorre-se freqüentemente à violência para resolver conflitos interpessoais e institucionais, normalmente superáveis mediante o diálogo e a mútua compreensão.
E voltando à ênfase para a Educação. O que entendemos por qualidade na Educação? Abrindo um parêntese – Estamos em época de escolha de novos representantes políticos para a nação. O que eles, em suas campanhas e projetos anunciam sobre qualidade para a Educação? “O que” e “como fazer” para que todos possam ser? Quais as contribuições e projetos temos e desejamos acrescentar à vida dos estudantes, para que cada um possa construir seu projeto de vida, baseado em princípios de uma visão humana de qualidade, quando hoje se educa para a competitividade?
Aí está a grande lacuna da educação, ao priorizar um modelo tecnicista, disciplinar, que trabalha apenas os conteúdos específicos, que ao avaliar exige respostas pré-determinadas, e o que o aluno deve fazer é devolver os conteúdos em troca de uma nota somatória, e esses conteúdos trabalhados sem interconectá-los com a vida. 
Pensa-se que está nesta abordagem a grande sacada para que os estudantes possam perceber a aprendizagem como significativa, porque ampliaria para dimensões mais profundas do ser humano.
Paulo Freire, no livro Pedagogia da Autonomia (2002), adverte-nos para a necessidade de assumirmos uma postura vigilante contra todas as práticas de desumanização, denunciando o mal estar que vem sendo produzido pela ética do mercado, Freire anuncia a solidariedade, enquanto compromisso histórico, dos homens, como uma das formas de luta capazes de promover a “ética universal do ser humano”.
A prática dos educadores deve ser muito mais do que puramente treinar o educando, na maneira que os professores lidam com os conteúdos que estão ensinando, e o preparo científico dos mesmos, deve coincidir com sua retidão ética. Quando se fala em ética, deve-se incorporá-la como um ato que vai além do mundo próximo, mas como algo universal. Exemplo: Uma tragédia, ou uma guerra, se não tenho imaginação para incorporar aquelas pessoas que sofrem, no meu mundo, como preocupar - me com o que lhes acontece como conseqüência.
Quando “falo da ética universal do ser humano estou falando da ética enquanto marca da natureza humana, enquanto algo absolutamente indispensável à convivência humana” (Freire, 2002, p.19).
O fato de me perceber no mundo, com o mundo e com os outros me põe em uma posição em face do mundo que não é a de quem não tem a ver nada com ele. Minha presença no mundo não é a de quem se adapta, mas se insere nele. É a posição de quem luta para não ser objeto, mas sujeito também da História. Nos faz seres responsáveis. É um movimento permanente de busca, de inconclusão. Não é possível perceber sua presença no mundo, sem sonhar, sem cantar, sem musicar, sem pintar, sem cuidar da terra, das águas, sem usar as mãos, sem esculpir, sem filosofar, sem fazer ciência, ou teologia, sem aprender, sem ensinar, sem idéias de formação, sem politizar (Freire, 2002).
Segundo Meguerditchian, (2006) comentando sobre um trabalho de doutorado, que tinha como objetivo avaliar a formação da personalidade moral de adolescentes, que estariam cursando a terceira série do ensino médio, momento este da vida que decisões complicadas da vida são tomadas. A pergunta da pesquisa era: Que vida quero viver? Ao pensarem sobre o tema, apenas 15% , incluíram algum tipo de inserção solidária em seus projetos. Mesmo assim, a maior parte deles indicou tal tendência apenas em situações de identificação direta com aqueles que seriam ajudados, família, por exemplo.
As respostas preocupam, porque isso remete a uma pergunta: Que sociedade futura teremos, se esses jovens indicam uma imaturidade egoísta. 
“O isolamento não é um estado normal dos seres vivos” (Assmann, 1999 p.177), e portanto, o futuro da espécie humana dependerá da evolução de sua adaptabilidade e do desenvolvimento das suas capacidades simbióticas.Apropriar-se de novos paradigmas sobre convivência social se constitui necessidade básica para a garantia da sobrevivência da espécie humana. Assim como os ecossistemas são simbióticos, também o homem deverá se construir de forma mais humanitária, buscando na sua convivência social a aceitação do outro, no respeito e na confiança mútua, no cooperar e na organização da sua vida e da vida do mundo comum.
Para que a escola realmente cumpra a sua função social, que se preocupa, ao educar, com um mundo melhor e mais bonito, deverá ensinar valores, saberes e atitudes que promovam a humanização. Essa forma de educação acontece num processo de reflexão, ação, reflexão.
Diante de tais reflexões sobre humanização, mercado tecnicista, realidades, compromissos éticos, relações humanas, contradições, mundo competitivo, globalizado e individualista, exclusão...pode parecer utopia e é, falar dos sonhos, falar em afabilidade, mansidão, ternura, amor, cuidado,mesmo porque, essas atitudes não têm sido o principal motor do cotidiano das instituições e das empresas. Isso é fato.
Portanto, o que movimenta cada um de nós é a constataçaõ de que é cada vez mais exigido o desenvolver de outros olhares, competências e atitudes no trato com as pessoas.
Diante do mundo e da realidade cada vez mais imprevisível, é preciso pensar diferente, é preciso perceber esse complexo movimento de incertezas, indagações. É dar outro significado às nossas práticas, às nossas formas de perceber o mundo, a sociedade e os seres humanos.
Acredita-se que nesta questão que entra a intervenção e o papel de psicopedagogo.
Segundo vários autores como Paulo Freire (2002), Assmann (2005), Bof (2000), Cury (2006) e outros insistem para a importância do ser humano na sua essência.- o que movimenta o humano são as emoções, os sentimentos, as atitudes positivas, os desejos, que remetem à cobrança da satisfação das necessidades físicas e afetivas. Por isso, amor, o saber cuidar, o interagir, a afabilidade, a mansidão, a doçura, a belezura, ética, paz, cidadania, direitos humanos, resolução de conflitos, felicidade são conceitos inerentes ao que é humano.
O que se conclui, que o processo de humanização está diretamente ligada à formação do “sujeito”. E como já vimos que o processo de humanização passa também pelo viés da emoção, o espaço escolar é decisivamente o lugar em que, através do processo pedagógico, o aluno vivencie as experiências de aprendizagens “como algo que faz sentido e é humanamente gostoso”.(Assmann, 1996, p.18).

O psicopedagogo é o profissional que deve ter a capacidade de ver um problema sob diversos ângulos, de ler o que não está escrito, de saber fazer as análises, e estar comprometido coletivamente com a sua ação
Estar coletivamente comprometido entende-se de que é preciso pensar no coletivo, construir coletivamente que sujeito queremos formar, conduzir amorosamente a prática, ter segurança da autoridade profissional

O cuidado serve de crítica à nossa civilização agonizante e também de princípio inspirador de um novo paradigma de convivialidade.[...].Sonhamos com um mundo ainda por vir, onde não vamos mais precisar de aparelhos eletrônicos com seres virtuais para superar nossa solidão e realizar nossa essência humana de cuidado e de gentileza. Sonhamos com uma sociedade mundializada, na grande casa comum, a Terra, onde os valores estruturantes se construirão ao redor do cuidado com as pessoas, sobretudo com diferentes culturalmente, com os penalizados pela natureza ou pela história, cuidado com os espoliados e excluídos, as crianças, os velhos, cuidado com as plantas, os animais, as paisagens, e especialmente com a nossa grande e generosa Mãe, a Terra (Boff, 2000. P. 13).

Sete de Setembro- A avenida Getúlio Dorneles Vargas, de Chapecó, SC, por algumas horas, deixou de ser palco de ruídos e de sons sobre marketing, quase que exclusivamente voltada a promoções do comércio, para ceder espaço das mais ricas e variadas ,manifestações da arte, da cultura, do lazer, do conhecimentos, da explicitação dos fundamentos teóricos e filosóficos norteadores da proposta pedagógica das escolas públicas e privadas, como também, de todas as instituições filantrópicas e sociais que desfilaram, de protestos, como, “ O Grito dos Excluídos”. A missigenação dos povos e raças que formaram a cultura e a colonização desta região, programas voltados à saúde e à educação, etc. Tudo, em perfeita sintonia.
O povo estava na rua, apreciando, aplaudindo, tomando sol e chimarrão, pairando no ar uma energia positiva, alegre, de cores, de beleza, movimento. Ficou bonito até, ao”se ver a banda passar”, no seu uniforme de militar.
Esse sentimento, concretamente e naturalmente manifestado, talvez aproxima-se mais ou menos no que se deseja explicitar neste estudo.
Que , o dia dedicado à comemoração da independência do Brasil, do jugo de Portugal, pudesse, de fato, a partir desta experiência, transformar a educação deste nosso belo e rico país, e seu povo.

 
Autor deste artigo: Lucia Kasper Winkelmann - participante desde Sáb, 10 de Novembro de 2007.

Site:http://www.redemebox.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=537:o-papel-do-psicopedagogo-para-a-construcao-da-humanizacao&catid=110:148&Itemid=21

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Últimas informações sobre regulamentação sobre a profissão de psicopedagogia

O projeto de lei da "Câmara Federal dos Deputados", n. 31,de 2010 (PL n. 35.12,2008 ), da Deputada Professora Raquel Teixeira, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da atividade de Psicopedagogia, foi aprovado na referida Câmara, e enviado ao "Senado Federal", o qual continua tramitação, e já foi aprovado o Relatório.Atualmente encontra-se á espera de marcação do dia de audiência pública, para os interessados debaterem sobre o tema. No referido projeto,poderão exercer a atividade de Psicopedagogia no País,os portadores de diploma em curso de graduação em Psicopedagogia expedido por escolas ou instituições devidamente autorizadas ou credenciadas nos termos da legislação pertinente,os portadores de diploma em Psicologia, Pedagogia ou Licenciatura que tenham concluído curso de especialização em Psicopedagogia, com duração mínima de 600 horas e carga horária de 80% na especialidade, os portadores de diploma de curso superior que já venham exercendo ou tenham exercido, comprovadamente, atividades profissionais de Psicopedagogia em entidade pública ou privada, até a data de publicação desta Lei.

Vc sabia...


sábado, 24 de novembro de 2012

QUADRO DE ROTINA

Todo atendimento que faço, durante a entrevista com a mãe do paciente, sugiro que ela elabore um QUADRO DE ROTINA. Através dele fica mais fácil  organizar o dia a dia da criança, trabalhar horários, regras e limites. Como sugestão deixo um modelo em branco e vocês ajudem a mãe do paciente a preencher com os horários que ela informar. E toda vez que pedirem opinião ou acharmos válidos, damos opinião. Em relação por exemplo a horário de dormir da criança, quando tarde, conversar o por que a criança deve dormir mais cedo que o adulto e a importância das 8 horas diárias de sono principalmente para a vida escolar da criança.




20 DICAS PARA O PROFESSOR TRABALHAR COM CRIANÇAS PORTADORA TDAH.



Dicas para o professoro trabalhar com alunos portadores TDAH;

  1. Coloque o aluno perto da mesa do professor;
  2. Promova um sorteio diário elegendo um ajudante do dia;
  3. Trabalhe regras e limites;
  4. Olhe sempre nos olhos da criança ao falar com ela;
  5. Trabalhe a autoestima e segurança dessa criança;
  6. Evite falar por muito tempo, seja objetiva;
  7. Divida as tarefa ou troque por tarefas menores;
  8. Elimine ou reduza testes de tempo;
  9. Procure avaliá-lo diariamente;
  10. Crianças adoram elogios, encorajamento, aprovações. Faça isso;
  11. Procure escrever os tópicos principais;
  12. Utilize um sistema de pontuação eles respondem bem a recompensa e surge como incentivo;
  13. Aplique testes de habilidades;
  14. Tente utilizar relatórios de avaliação;
  15. Incentive a leitura em voz alta, faça elas recontarem a história
  16. Quando fizer a leitura em voz alta, pedir que leia pausadamente. Sugira que ele inspire rapidamente a cada vírgula e que respire normalmente no final de cada frase. Isto fará melhorar seu ritmo de leitura e a sua compreensão. Ajude a ele imaginar sua história.
  17. Utilize dinâmicas lúdicas, eles vão mostrar interesse e vão ficar a mais atentos por mais tempo;
  18. Utilize o método aprender a aprender, faça um roteiro dos assuntos que vai trabalhar na semana e enviei na agenda. Peça ao responsável que estude com ele antes da aula. Sentirá mais seguro.
  19. Ajude e incentive ele ser mais organizado;
  20. Exercício físico deve ser divertidos;

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

TDAH - Tratar a escola, a criança, o médico ou a sociedade?


A que ponto chegamos. Que o TDAH é real, não resta a menor dúvida científica. Que o tratamento medicamentoso pode mudar a vida dos portadores, é outra evidência científica, mais que comprovada. O papel da escola é fundamental no sucesso ou fracasso dos portadores de TDAH. Para ajudar nas notas, nos Estados Unidos, médicos dão remédio para quem não tem déficit de atenção. E a escola, quando, afinal, vamos tratar dela? (Dr. Menegucci)

Canton, Geórgia, USA – Quando o Dr. Michael Anderson fica sabendo de pacientes de baixa renda sofrendo no ensino fundamental, ele costuma lhes dar um remédio poderoso: Adderall.

A medicação estimula a concentração e o controle de impulso em crianças com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Embora TDAH seja o diagnóstico invocado por Anderson, ele considera o transtorno uma 'invenção' e 'uma desculpa' para prescrever o remédio para tratar o que considera ser a verdadeira doença da criança: baixo desempenho acadêmico em escolas inadequadas.
'Não me resta muita escolha', disse Anderson, pediatra de muitas famílias pobres no condado de Cherokee, a norte de Atlanta, durante entrevista. 'Enquanto sociedade, nós decidimos que é caro demais modificar o ambiente da criança. Assim, temos de modificar a criança.'

Anderson é um dos defensores mais desembaraçados de uma ideia a ganhar interesse entre alguns médicos. Eles prescrevem estimulantes para alunos problemáticos em escolas sem recursos extras, não para necessariamente tratar do TDAH e, sim, incentivar o desempenho escolar.

Ainda não está claro se Anderson representa uma tendência ampla. Porém, especialistas observam que enquanto alunos endinheirados abusam de estimulantes para aumentar notas boas em faculdades e no ensino médio, as medicações são empregadas em alunos de baixa renda da escola primária com notas sofríveis e pais interessados em ver seu progresso.

'Enquanto sociedade, nós não estamos dispostos a investir em intervenções não farmacêuticas eficientes para essas crianças e suas famílias', disse Ramesh Raghavan, pesquisador de serviços de saúde mental infantil na Universidade Washington em St. Louis, Missouri, e especialista em prescrição de remédios para crianças de baixa renda. 'Com efeito, estamos forçando os psiquiatras de pequenas comunidades a empregar a única ferramenta à sua disposição, ou seja, a medicação psicotrópica.

A Dra. Nancy Rappaport, psiquiatra infantil de Cambridge, Massachusetts, que trabalha principalmente com crianças de baixa renda e suas escolas, acrescentou: 'Isso está se tornando cada vez mais comum. Estamos usando camisas de força químicas em vez de investir em coisas igualmente importantes e, por vezes, mais'.

Segundo Anderson, seu instinto é o do 'pensador da justiça social' que está 'igualando um pouco os pratos da balança'. De acordo com ele, as crianças que vê com problemas acadêmicos estão em 'divergência com o ambiente' – são pinos quadrados tentando entrar nos buracos redondos da educação pública. Para Anderson, como as famílias raramente podem pagar por terapias baseadas em comportamento, como aulas particulares e orientação familiar, a medicação se torna a maneira mais segura e pragmática para redirecionar o estudante rumo ao sucesso.

'Eu não dou para quem tira nota alta', ele explicou. Para alguns pais, o remédio propicia um grande conforto. Jacqueline Williams afirmou não ter como agradecer Anderson o bastante por diagnosticar o TDAH nos filhos – Eric, 15 anos, Chekiara, 14, e Shamya, 11 – e prescrever Concerta, estimulante de ação prolongada, para todos. Segundo a mãe, todos eles tinham problemas para ouvir as instruções e se concentrar na lição de casa.

'Meus filhos não querem tomar, mas eu explico quais são as notas com e sem o remédio, e eles entendem', declarou Williams, salientando que o plano de saúde cobre quase todos os custos com o médico e a medicação.

Especialistas veem poucos problemas num médico responsável utilizar Ritalina ou assemelhados para ajudar um aluno com dificuldades. Outros – até mesmo entre os muitos como Rappaport que elogiam o uso de estimulantes como tratamento para o TDAH clássico – temem que os médicos estejam expondo as crianças a riscos físicos e psicológicos injustificados. Entre os efeitos colaterais relatados da medicação estão supressão do crescimento, aumento da pressão sanguínea e, em casos raros, episódios psicóticos.

De acordo com diretrizes publicadas ano passado pela Academia Americana de Pediatria, os médicos devem empregar uma entre as várias escalas de classificação de comportamento, algumas das quais contam com dezenas de categorias, para garantir que a criança não apenas se adéqua aos critérios do TDAH como também não tem problemas relacionados, como dislexia ou transtorno desafiador opositivo, no qual uma raiva intensa é direcionada contra autoridades. Contudo, um estudo, de 2010, do 'Journal of Attention Disorders' sugeriu que pelo menos 20 por cento dos médicos afirmaram não seguir esse protocolo ao produzir o diagnóstico de TDAH e muitos deles seguem os instintos.

No balcão da cozinha da família Rocafort, em Ball Ground, Geórgia, ao lado do creme de amendoim e da canja de galinha, existe uma cesta de arame lotada com frascos dos remédios dos filhos receitados por Anderson: Adderall para Alexis, 12 anos, e Ethan, nove, Risperdal (antipsicótico para estabilização do humor) para Quintn e Perry, ambos com 11, e Clonidine (auxiliar do sono para neutralizar os outros remédios) para os quatro, tomado à noite. 

Quintn começou a tomar Adderall para TDAH há quase cinco anos, quando o comportamento contestador levou a convocações dos pais e a suspensões. Ele se aquietou de imediato e se tornou um aluno mais atento e sério; um pouquinho como Perry, que também ingeriu Adderall para TDAH.
Quando teve início o turbilhão químico da puberdade, ao redor dos dez anos, Quintn começou a brigar na escola porque, afirmava, outras crianças ofendiam a mãe. Contudo, não era esse o caso; ele estava vendo pessoas e ouvindo vozes irreais, um raro, mas conhecido efeito colateral do Adderall. Depois de Quintn admitir intenções suicidas, Anderson prescreveu uma semana num hospital psiquiátrico local e a adoção de Risperdal.

Enquanto narravam a história, os pais convocaram Quintn à cozinha e lhe pediram para explicar por que tomava Adderall.
'Para ajudar a me concentrar na escola, na lição de casa, a ouvir mamãe e papai e não deixar meus professores loucos de raiva, como antes', contou o menino. Ele descreveu a semana no hospital e os efeitos do Risperdal: 'Se não tomasse meu remédio, eu me comportaria mal. Eu não respeitaria meus pais, não seria como agora'.

Apesar da experiência de Quintn com Adderall, os pais decidiram utilizá-lo com a filha, Alexis, e o filho, Ethan. Eles não têm TDAH, afirmam os pais. O Adderall é utilizado apenas para ajudar em suas notas e por que Alexis era, segundo as palavras do pai, 'meio cheia de onda'.

'Nós vimos os dois lados do espectro, o positivo e o negativo', afirmou Rocky Rocafort, o pai. Reconhecendo que o uso de Adderall por Alexis é 'cosmético', ele acrescentou: 'Se eles estão se sentindo bem, felizes, se relacionam melhor e o remédio os está ajudando, por que não dar? Por que não?'

Anderson afirmou que todos os pacientes tratados com medicação para TDAH se encaixam na qualificação. Entretanto, ele também criticou os critérios, dizendo terem sido codificados para 'tornar objetivo algo completamente subjetivo'. Ainda segundo o médico, o relatório do professor quase sempre cita comportamentos justificando o diagnóstico, decisão para ele mais econômica do que médica.

'A escola disse acatar outras ideias se fosse possível', disse Anderson. 'Porém, as outras ideias exigem mais dinheiro e recursos do que a medicação. '

Anderson citou a escola primária William G. Hasty, em Canton, como uma com a qual costuma trabalhar. Izell McGruder, diretor da escola, não retornou vários recados pedindo comentários. 

Diversos educadores contatados para esta reportagem consideravam o assunto do TDAH muito polêmico – o diagnóstico podia ser errôneo, mas para muitas crianças é uma deficiência séria de aprendizado – e preferiram não tecer comentários. O superintendente de uma grande delegacia de ensino na Califórnia, falando sob a condição de anonimato, observou que os casos de TDAH subiram abruptamente com a queda das verbas escolares.

'É assustador pensar que terminamos assim, e como o fato de não dedicar verba suficiente à educação pública para atender as necessidades de todas as crianças terminou nisto', afirmou o superintendente, referindo-se ao emprego de estimulantes em crianças sem o TDAH clássico.

'Eu não sei não, mas poderia estar ocorrendo aqui, talvez em consequência do fato de um médico ver uma criança fracassando numa sala superlotada, com outros 42 estudantes, e os pais frustrados perguntando como poderiam ajudar. O médico afirma: 'Talvez seja TDAH, vamos tentar por aí'. 

The New York Times News Service

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Jogo de réguas para leitura





A Associação Brasileira de Dislexia - ABD lançou o Jogo de Réguas para Leitura, especialmente desenvolvido pela equipe científica da ABD a partir das experiências clínicas.
A dislexia é um dos distúrbios de aprendizagem que tem origem neurobiológica e se caracteriza por uma falha no processamento fonológico da informação.

No processamento visual observa-se que anormalidades neuroanatômicas dificultam o rápido processamento da informação apresentada, assim existe grande instabilidade na fixação e nos movimentos oculares, fazendo com que o indivíduo pule linhas e se perca facilmente na leitura.

Embora a consciência dos sons e das letras seja necessária para aprender a ler, as crianças precisam da prática da leitura. Para ler histórias elas precisam praticar as palavras, isoladamente (para aprender a decodificá-las) ou leitura de frases.

No entanto, para que a leitura seja eficiente o processo visual tem um papel muito importante, pois as palavras são estímulos visuais. Durante a leitura os movimentos dos olhos têm um determinado padrão (processo foveal, perifoveal, controles automotores, sacadas e fixações), que irão diferenciar os leitores com dificuldades daqueles que não as tem.

Cada uma das 5 réguas tem uma função diferente para cada tipo de dificuldade, o que facilitará no treinamento do desenvolvimento da leitura. Sua finalidade é auxiliar crianças e adultos na fixação ocular tanto no espaço quanto na sequencia visual, a régua ajuda na manutenção do movimento ocular durante a leitura e auxilia no desenvolvimento das estratégias de leitura.
Régua 1
Usada para medir e para a tabuada.
Régua 2
Auxilia na leitura de cada palavra em particular.
Régua 3
Auxilia na leitura de cada linha.
Régua 4
Auxilia no direcionamento quando o leitor volta para a esquerda.
Régua 5
Permite a leitura na vertical, na horizontal e colunas.
O jogo com 5 réguas vem acondicionado numa caixinha com descritivo explicativo para sua aplicação, e está à venda na ABD por R$15,00cada jogo. Adquira a sua! COMPRE NO SITE ABAIXO!!!

FONTE: http://www.dislexia.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=101

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ATIVIDADES PARA TRABALHAR A CONSCIÊNCIA NEGRA






EXTRAÍDO do Site:http://ensinar-aprender.blogspot.com.br

Dia da Consciência Negra


Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos.



Site:http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Consci%C3%AAncia_Negra


Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós


Vem ver, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico, incoerente
Era fidalguia
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí
Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim
Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro, dançou, comemorou o fim da sina
Na noite quinze reluzente
Com a bravura, finalmente
O marechal que proclamou
Foi presidente
Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz

ESTILOS DE APRENDIZAGEM


Os estilos de aprendizagem, muito discutidos na PNL (Programação Neurolingüística, que é estudada na área de Neurolingüística).
Os estilos de aprendizagem utilizam 03 formas de percepção de informações e são elas:
- Visual: faz uso da visão como meio de obter e reter as informações;
- Auditivo: vale-se da audição para absorver informações e;
- Cinestésico: aproveita-se dos sentidos relacionados ao movimento para guardar informações.
Cada indivíduo, em regra, tem predominância em um destes (predominância, e não totalidade). Conhecer-se
para saber qual o estilo predominante auxiliará  e muito  nos estudos, inclusive de concursos públicos.
E como saber qual é o seu estilo?

Fonte: Livro Processamento Auditivo: Fundamentos e Terapias , de Ana Maria Alvarez, Editora Lovise

Agora, possivelmente a identificação do estilo utilizado em maior grau já ocorreu. Mas há também outros meios complementares de reconhecimento, seja através de questionários específicos, grupos de palavras
repetidamente ditas etc. Um exemplo seria nas pessoas que falam: Tá vendo? , Isto é cristalino em minha
mente etc. Mas a intenção não é discorrer sobre a teoria, então vamos adiante.Agora, relatamos dicas de estudo, inclusive as que utilizo, e espero que os auxilie:
Para os visuais:
- Procure recursos visuais sobre as matérias estudadas (exemplo: vídeo-aulas);- Tente fazer resumos usando anotações, tabelas, esquemas, desenhos, fluxogramas, gráficos e outros
recursos parecidos;
- Utilize-se das dicas anteriores, colocando-as nos mais diversos lugares (porta do quarto, armário do seu
computador etc., para que, sempre que passar pelo lugar, possa dar mais uma olhada;
- Visualize os gestos do professor, o modo como ele ensina (na hora de lembrar sobre determinado assunto,
você poderá visualizar o modo como foi passada a informação;
- Tente construir imagens mentais sobre o que estiver estudando;
- Dê importância às leituras, principalmente às que contêm esquemas e resumos gráficos.
Para os auditivos:
- Procure gravar as aulas, palestras, seminários;
- Escute as gravações periodicamente;
- Faça resumos e grave-os para que você possa escutar o que escreveu;
- Procure escutar as gravações, logo assim que acordar ou antes de dormir (é uma técnica que funciona,
pois a mente está desobstruída de problemas ou já está se preparando para o sono);
- Escute mais as aulas e tente escrever pouco para ter mais atenção , usando a dica geral,
preferencialmente;
- Leia os textos em voz alta;
- Fique atento a tudo o que é falado em aula;
- Converse com os amigos sobre os conteúdos.
Para os cinestésicos:
- Procure professores que ministrem aulas dinamicamente, com alternações de voz, que façam movimentos
com os braços, andam para lá e para cá, escrevem no quadro, enfim, tudo o que tenha relação com
movimento, alternância;
- Procure estudar lendo em voz alta e caminhando pelo local de estudo;
- Faça experiências práticas sobre o assunto, pesquisas, exercícios, atividades em laboratório (exemplo seria
para a matéria de Informática) etc.;
- Procure estudar mudando de posição de vez em quando;
- Escreva, fale, leia e faça gestos que achar que representem melhor as informações estudadas.
As dicas acima são válidas independentemente do estilo predominante, já que o ideal é que saibamos utilizar
os 03 de maneira equilibrada (e isso é possível, basta treinarmos e muito até que as 03 formas de
percepção estejam bem apuradas, lapidadas). Não as utilizamos equilibradamente por força de variáveis
ambientais que nos moldam, que fazem-nos adaptar às situações do dia-a-dia.
Finalizando, uma dica especial para todos (parece óbvio, mas muitos não a realizam):
Procure ler a matéria com antecedência! Isto os ajudará a manter os canais (meios de percepção) sempre
atentos e disponíveis para melhor absorção dos conhecimentos. Por exemplo, o auditivo deve estudar a matéria com antecedência para que, na hora da aula, fique disponível para escutar tudo o que o professor passa, sem se preocupar muito com anotações. Além disso, será o segundo contato com a matéria, em vez de ser o primeiro.Bom proveito com as dicas, aguarde as próximas matérias e sucesso em suas jornadas. Jorge Silveira

"Toda vitória só será completa quando é realizada uma grande contribuição." Extraído do filme Clube do Imperador

Site:http://www.unibarretos.edu.br/v3/faculdade/imagens/nucleo-apoio-docente/ESTILOS%20DE%20APRENDIZAGEM%203.pdf